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❝Em menos de dez minutos você se lembra de tudo. Você se lembra o motivo ou os motivos que fizeram tudo se perder. E você se lembra que não é culpado e que, talvez, os outros também não sejam. Assim é a vida. Você se lembra que o grande amor da sua vida. O maior. Aquele que você nunca superou. É o tipo da pessoa que faz questão de ficar a noite inteira longe de você só porque acha charmoso ficar longe de você e não porque queira ficar longe de você. Ele prefere ser descolado do que humano. E você lembra daquela sensação que sentia ao lado dele. De solidão profunda. E você descobre que ele acha que saudade ou vontade de fazer carinho se resume a uma passada de mão na sua bunda ou uma apertada no seu peito. E você percebe que a vida dele, que você tanto colocou no pedestal, pode ser um pouco boba ou até mesmo triste. Com carros que correm para esbanjar uma grana gasta com coisas sem amor, bilhetes de reclamação de barulho, filmes onde cunhadas se comem e amigos que ligam na madrugada achando que puteiro pode ser uma opção legal. Em minutos você entende como ninguém o que te trouxe até aqui, tão longe dele. Me senti visitando meu próprio cemitério. Com amigos e amores mortos e enterrados. Pessoas que a gente desenterra de vez em quando pra ter certeza que fizemos a melhor escolha enterrando elas. Pessoas que a gente lamenta a distância, afinal, já foram tão importantes e… Será que não dá para começar tudo de novo e tentar acertar dessa vez? Pessoas que a gente tenta se agarrar para não sentir que a vida caminha para frente e isso significa, ainda que muito filosoficamente, que um dia vamos morrer. Nossos amigos vão ficando para trás, nossos amores, nossos empregos, casas… Um dia seremos nós a desaparecer. Mas a lição que eu aprendi é que não vale a pena consertar um carro pela décima vez. É mais fácil comprar um novo e fim de papo. Afinal, eu bem que tentei consertar meu relacionamento com algumas pessoas e só ganhei mais e mais poses e menos e menos verdades. Ainda que doa deixar pessoas morrerem, se agarrar a elas é viver mal assombrado.❞
— Tati Bernardi
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“Só pra deixar bem claro: a partir de hoje eu não vou mais deixar que você controle meu humor, muito menos dite as horas da minha felicidade. Agora minha rota mudou, tem sentido oposto à sua e meu objetivo daqui pra frente é buscar tudo aquilo que você foi incapaz de me proporcionar: reciprocidade, equilíbrio, paz e amor verdadeiro.”
Osvaldo Fernandes

“E mais uma vez a história se repete: “Duas pessoas que não sabiam viver uma sem a outra num piscar de olhos simplesmente aprenderam a fazer isso. A despedida aconteceu da pior forma possível: A briga que antes terminava em beijos desta vez teve fim em xingamentos. Eu vou esquecer você, disse ela. Cada um pro seu lado, disse ele. E os dois se obedeceram. Ambos sabiam que a pior forma de terminar o relacionamento na verdade seria a melhor. “É impossível me controlar quando tô perto de você, vai ser melhor assim, digo, sem despedidas, sem contatos.” Disse ele no sms às 3:17 da madrugada. “Talvez fomos feitos um para o outro, mas não para ficarmos juntos. Vai ser melhor assim.” Respondeu ela 3 minutos depois. E desse jeito ambas das partes foram levando, mentindo para si mesmas, dia após dia, semana após semana, mês após mês. E de  repente quando menos se esperava, já havia se passado um ano da maldita briga e a mesma  machucava como se tivesse sido ontem. E todos os dias eu ouço a mesma coisa, ainda que seja baixinho, sussurrando, quase que pedindo por pensamento: Por favor, destino, cruze nós dois mais uma vez, eu imploro, nem que seja só por essa vez, pode ser até mesmo na fila do supermercado ou na esquina daquele bar que ela frequenta. Eu só preciso vê-la mais uma vez, olhar naqueles olhos cor de mel e ver se eles ainda brilham ao me ver. Dessa vez não é pra aumentar meu ego, é pra fazer meu coração voltar a bater. Dias depois eu o ouvi interromper seu melhor amigo durante uma conversa qualquer, na mesa de um bar michuruca da cidade, com uma voz baixa e trêmula, dizer as seguintes palavras:
– Sinto falta dela a cada minuto do dia. Eu juro por Deus, cara, não tô exagerando. Todos os dias antes de dormir eu penso no sorriso dela, eu lembro da voz dela sussurrando baixinho no meu ouvido dizendo que me ama. Você não sabe como eu me sinto, é como se a cada tic-tica que o relógio fizesse de madrugada, eu sentisse uma marretada no peito… Eu penso que eu poderia ter feito diferente, sabe? Que eu poderia ter sei lá, evitado, ou dito que eu a amava no meio da discussão… Talvez se eu tivesse feito, eu estaria do lado dela agora, não do seu, não aqui, não nesse bar.
No mesmo dia, eu a vi chorar ao perceber que tinha excluído acindentalmente a última foto dos dois juntos que lhe restara no celular. Foi de partir o coração, sério. Mas eu não posso fazer nada, por mais que eu tente, eles nunca vão conseguir ficar juntos. É a lei da natureza, algumas coisas simplesmente nunca darão certo, como água e óleo, Romeu e Julieta.
Agora vem o mais bonito: Eles contrariaram à todas as leis da natureza para poderem ficar juntos, mesmo que fora por pouco tempo, mesmo que vezenquando soltassem faíscas numa briga ou outra, eles foram o impossível que se concretizou. É lindo, não?! Digo, nada como um amor assim, do tipo que renova a alma, que te corrompe por inteiro, que faz bater o coração mais forte, que desestabiliza todo o sistema nervoso. Pois bem, volto a dizer: escaparam de todas as leis e regras existentes, exceto uma, a maior e mais inevitável delas: A natureza tende a buscar o equilíbrio, e eles dois juntos estão longe de ser isso. A boa notícia é que eles ainda podem ficar juntos, mas só se o Edward Lorenz estiver certo, porque se o universo realmente tender ao caos, eles vão formar o mais lindo dos universos, e o amor deles, será o mais potente dos Big Bangs.”
Nossa história narrada pelos olhos do destino. Osvaldo Fernandes.

“Peco pelo excesso porque sofro com a escassez.”
Osvaldo Fernandes

“Vou tatuar no meu corpo: “Não crie expectativas.” Sei lá, quem sabe assim eu não me esqueça.”
Osvaldo Fernandes

“Vontade de socar tua cara. De verdade. Vontade de te odiar, mas não da boca pra fora (como sempre fiz). Essa tua indecisão acaba comigo. Anda me cansando. Você não sabe o que quer, ou melhor, o que faz. Se vai ficar, se vai partir, se gosta, se não gosta, se ainda se importa ou se já virou um tanto faz, se atende a ligação, se rejeita. Deu mais ou menos pra entender, não é?! Eu tô cansado desse teu jeito de gostar, ou melhor, de dizer que gosta. Se existisse um prêmio de jeito mais estranho de gostar, você ganharia ele disparada de qualquer outra pessoa. Eu deveria te aconselhar alguns livros como “Senhora” do José de Alencar ou até mesmo aquele romance contemporâneo, “A culpa é das estrelas” do John Green. Não, melhor ainda! Um filme. Que tal “Ghost”, “O guarda gosta”, “Titanic” ou prefere “Uma linda mulher”? Me faz um favor, assiste ou ler algum deles, talvez você aprenda o real sentido da palavra “gostar”, porque lá sim, os protagonistas se gostam. Ou devo estar pedindo demais? Digo, um romance como nos livros ou nos filmes. Tudo bem, esquece. Só não diz que gosta, tudo bem? Tudo menos isso, um jeito estranho de gostar, digo, este, o teu!”
Osvaldo Fernandes

“Estou arrasado. Meus olhos estão inchados e pesados. Mal consigo mantê-los abertos. Praticamente escrevo de olhos fechados, como um cego que conhece cada dobra, cada pedaço de sua casa, conheço cada volta de meus papéis. Meu coração já não bate tão forte, minha pele é fria e seca, meus dedos ainda são lentos e trêmulos, meu corpo está cansado. Minha respiração é ofegante. A sensação é de que passei o dia inteiro em uma maratona. Em minha cabeça passam-se 1 milhão de coisas a cada segundo, dentre elas, se destacam de você beijando outro cara. Isso dói. Na verdade, isso já está acabando comigo. Está me destruindo. Não falo do cigarro, ou da garrafa de Jack Daniel’s que acabei de esvaziar. Me refiro às lembranças; querendo ou não, são elas um dos principais inimigos para quem vive uma vida nostálgica. Odeio pensar que depois de mim, teus lábios já tocaram mais 2. Enquanto os pensamentos turbulentos me massacram a todo momento, uma lágrima percorre todo meu rosto, a caneta guia minha mão lentamente, criando uma espécie de valsa com total harmonia junto com o papel; e nele, estão palavras tão amargas que não consigo nem ao menos pronunciá-las. Eu realmente não sei o que fazer. É terrível ter que pensar em seguir em frente sem alguém que você sempre imaginou em seu futuro. Soa clichê, mas não me leve a mal, não sei realmente o que lhe dizer neste exato momento, ou ao menos, como reagir à isso. Digo, a esta ideia de recomeçar. Antes de qualquer outra coisa, só quero te fazer uma pergunta, talvez a última. Qual a sensação de beijar outros lábios sabendo que nunca mais serão os meus?!”
Osvaldo Fernandes

“Na primeira vez que tive meu coração partido, eu tinha 6 anos. Vi a garota que eu gostava receber um beijo na bochecha de outro garoto. Naquele momento eu não sabia ao certo o que estava sentindo, era como se eu tivesse esquecido como que se respira, ou como se algo aqui dentro de mim me sufocasse cada vez mais, dava uma espécie de nó na garganta insuportável. O desconforto, a dor, sei lá o que diabos era aquilo, foi tão grande que fiz até careta. - E olha que nem era porque eu tava tomando xarope -. Ao chegar em casa, corri em direção à geladeira, entrei dentro do congelador, fechei a porta o mais rápido possível antes que alguém me visse entrar. Juntei os braços e as pernas até ficarem colados ao meu corpo e me encolhi ao máximo possível. Lá, permaneci por alguns instantes até que meu corpo reagisse ao frio intenso que tomava conta do mesmo e me obrigasse a sair daquele lugar. Enquanto eu estive lá dentro, a única coisa que eu conseguia pensar, era na cena que eu acabara de ver. - Eu sei, muito inocente e bobo da minha parte, mas meu bem, não me leve a mal, eu era apenas uma criança ingênua que tinha acabado de ter seu coração partido pela primeira vez, eu não sabia o que fazer, ou como reagir àquilo que estava acontecendo -. Ao sair, abaixei a cabeça com o rosto entristecido - Como uma criança decepcionada por não ter ganho de presente de natal o brinquedo que queria -. Ainda com o corpo gelado e trêmulo, levei minhas mãos até meu peito e disse baixinho pra mim mesmo: “Estranho, nem tudo segue a risca o que o próprio nome diz”.”
Osvaldo Fernandes

“Sabe, desde que terminamos, eu tenho ocupado minha cabeça com outras coisas pra tentar não sentir tanta falta de você. Confesso que no início foi um pouco difícil, houve até uns dias conturbados que eu não consegui resistir e acabei pensando em você. Mas agora não preciso fazer isso, não mais. Eu to com outra, sabia?! E olha só, to feliz. Talvez seja por isso que eu parei de te escrever, ou de te ligar de madrugada. Sabe, ela acha meu drama fofo. Ela diz que eu sou ainda mais bonito quando acordo - Eu sei que é mentira, mas é bom ouvir isso de vez em quando -, ela me faz cafuné toda vez que deito a cabeça perto dela. Ela gosta das minhas bandas preferidas. Ela me pede pra cantar pra ela, mesmo sabendo que minha voz é a mais desafinada do mundo - E ainda diz que gosta -. Ela me dá beijos na testa. Ela segura minha mão com vontade, como se só se sente segura comigo, toda vez que vamos sair juntos. Ela entende o meu choro sem motivo. Ela não me enche o saco dizendo que sou inútil quando faço alguma coisa errada. Ela me envia mensagens de texto durante a madrugada dizendo que tá com saudades e quer me ver. Ela me apresentou à sua família. Ela não banca a durona e orgulhosa em toda briga, pelo contrário, mesmo estando certa, ela corre atrás, só porque tem medo de me perder. Ela é fiel. Ela é linda, ô se é! Na verdade ela é um mulherão, dá até orgulho de andar com ela na rua, eu vejo nos olhares alheios o quão sortudo eu sou de estar ao lado dela. Ela é o sonho de todo cara. Pra ser sincero, ela é o que você nunca foi. Tudo bem, ela parece ser perfeita, mas não, ela não é. Ela tem um único motivo, talvez o pior de todos. Ela não é você.”
Osvaldo Fernandes

“— Você perdoaria traição?
— Não.
— Porquê?
— Porque só erros podem ser perdoados, traição não é um erro, é uma escolha.”
Desconhecido

“08 de outubro de 2012. Isso te lembra alguma coisa? É, talvez você não lembre desta data. Talvez você tenha se esquecido com o tempo; ou talvez você nem tenha dado tanta importância para este dia. Não sei. Isto é você quem deve me responder. Ou não. A questão é: eu não esqueci. Nem desta data, muito menos de qualquer momento que eu tenha passado ao seu lado. Porque de uma coisa eu sei. Cada momento do seu lado se tornou inesquecível para mim. E é justamente isto o que mais dói. AMAR no singular dói. Sentir saudades dói, mas não é qualquer saudades não! Não é daquelas que te bate enquanto você está sentado tomando um vento e começa a lembrar de um dia especial. Quem dera fosse uma desta. É a pior da saudades. É aquela que tem um nome e sobrenome. Eu tenho que te admitir algumas coisas. A primeira é que eu te odeio. A segunda é que eu to mentindo. A terceira é que eu ainda te amo. E tá difícil pra caralho pra mim. De verdade. Desde que você se foi, eu não tenho vivido, sabe? Não, não. Não me entenda errado, não estou dramatizando, não agora. Agora é hora da verdade. Desde que você se foi, eu tive que ocupar minha mente com outras coisas para tentar suprir a necessidade de você, a saudade que você me fazia, ou faz. E a cada dia eu tive que ir ocupando cada vez mais a minha cabeça, mas não sei como, mas ela sempre encontrava alguma brecha para me lembrar você. Soa clichê, assim como todos os meus textos, que aliás, só não tinham teu nome escrito, porque todo mundo tá cansado de saber que eram, são, e sempre serão para você. Quando te conheci, eu realmente não sabia o que era gostar de alguém, eu não gostava nem de romance. Confesso à ti que eu era um filho da puta sem coração. Eu não ligava pra nada, a não ser para a mim mesmo. Mas ai chegou você com sua voz irritante, com seus ombros largos, pele clara, olhos castanhos claro - de cor de mel -, cabelos loiros, tão lisos, tão brilhosos, você é do tipo de parar o trânsito. Aquele tipo de menina mulher, ou seria mulher menina? Tanto faz. Eu não quero que pense que eu gosto de você apenas por sua aparência, pelo contrário, tua beleza é ainda maior por dentro. Por mais que ninguém consiga enxergar, por mais que ninguém consiga entender, eu consigo ver. A forma com que você segurava minha mão, ou fazia eu me sentir, como se tudo fosse possível, entende? Ou como se a vida valesse a pena. Mas agora, você está com outro, talvez ele te leve pra sair no melhor restaurante da cidade 1 ou 2 vezes por semana, não sei. Mas eu sei que você gosta dele. Eu sei disso só de ver vocês dois juntos. Eu vi a forma com que você olha pra ele, eu sei por que você costumava olhar para mim desta forma. E isso dói. Saber que você já me esqueceu por completo, entende? Enquanto você já está com outro cara e feliz, eu nem tirei nossa foto do papel de parede, eu nem parei de escrever teu nome na última folha do meu caderno. Mesmo depois de tanto tempo, eu não esqueci teu número, que aliás, vezenquando me pego ligando, e logo trato de desligar. Talvez eu te culpe muito por termos terminado, talvez a culpa não tenha sido só sua. Eu pensei que fosse por tanto tempo, mas só agora consigo entender que eu também tenho culpa. Talvez eu deveria ter te dado flores, ter feito declarações em público, ter segurado sua mão; talvez eu deveria ter te beijado mais, te abraçado mais, ou será que esse foi meu erro? Ter te sufocado tanto à ponto de ir embora?! Caralho! Porque diabos tu faz tanta falta? Puta merda! Eu já fui pra cama com mais de 13 garotas diferentes, mas nenhuma, repito, nenhuma me fez te esquecer. Será possível que toda vez que eu sair na rua eu vou desejar te encontrar? Não deve ser. Eu já espero isso faz tanto tempo. Todos os dias me faço a mesma pergunta: Enfrente, ou Em frente?! Isso me atormenta dia e noite. E hoje, eu te quero tanto de volta que, que eu deixo a porta do meu quarto aberta, deixo até a metade da cama disponível, vai que você volte… Às vezes penso se tudo isso foi um erro, se nós dois fomos um erro. Mas não, claro que não. Porque eu sei que de todos os nossos erros, o pior deles foi de não termos ficado juntos.”
Osvaldo Fernandes

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